domingo, novembro 21

Projeto de intervenção: A MÁ INFLUÊNCIA DAS DROGAS LÍCITAS NO PERCURSO EDUCATIVO

 Projeto: A MÁ INFLUÊNCIA DAS DROGAS LÍCITAS NO PERCURSO EDUCATIVO .






1.    Introdução



                   Este projeto aborda a temática da influência das drogas lícitas, especialmente o álcool, no percurso educativo do educando. O mesmo busca identificar os fatores que levam os jovens ao uso dessas drogas, desenvolvido através de um diagnóstico, baseado em pesquisa de entrevista entre pais e alunos, apontando que é comum o uso de drogas licitas por alunos, notadamente os menores, do Colégio Estadual Luiz Viana Filho localizado no município de Nova Itarana/Bahia.

                   Realiza ao mesmo tempo uma reflexão a respeito da fundamentação sobre o tema apresentado, uma vez que se faz necessário uma apropriação do conhecimento teórico para a partir daí relacionar com a pratica cotidiana e só então partir para uma proposta interventiva com o objetivo de sensibilizar professores para a abordagem da questão, mobilização da opinião publica mediante campanhas de alerta, palestras e caminhadas de conscientização e facilitar às famílias a conversação com as crianças e jovens. Proposta esta desenvolvida na escola acima citada, com a participação de professores, equipe técnica e gestora, e com a parceria entre família, escola e comunidade, no sentido analisar as dificuldades encontradas por professores e familiares em busca de soluções para o problema detectado.

                   Espera-se que ao final desta proposta interventiva que nossos jovens se conscientizem dos perigos do uso das drogas licitas tornando-se protagonistas de uma mensagem para uma sociedade pensante, saudável e acima de tudo transformadora.
                  





2.    Dados norteadores da pesquisa



2.1.             Situação problema


Em nosso contexto escolar, percebemos que o uso de drogas lícitas encontra-se cada vez mais próximo de nossa juventude, muitas vezes atingindo-os na mais tenra idade. Tem sido comum encontrarmos adolescentes bebendo em rodinhas de amizade principalmente nos eventos festivos da cidade, muitas vezes faltando às aulas para fazer uso do álcool e há casos em que chegam à instituição de ensino já alcoolizados. 
Esta atitude vem provocando serias dificuldades no desenvolvimento cognitivo e social de nossos educandos, cabendo á escola desenvolver ações que possam solucionar o problema.


2.2.             Objetivo da intervenção


2.2.1.      Objetivo geral


Promover uma conscientização em relação à prevenção do uso de drogas lícitas, bem como reconhecer comportamentos de risco no contexto escolar e social.


2.2.2.      Objetivos específicos


a)        Informar sobre drogas lícitas, mostrando que elas causam dependência mental e física;
b)       Despertar o interesse dos alunos, educadores, país e familiares na busca e ações coletivas preventivas contra o uso dessas drogas;
c)        Facultar o acesso ao conhecimento historicamente produzido;
d)       Selecionar/sistematizar e socializar conhecimentos (conteúdos) que contribuem para a formação de sujeitos críticos, participativos;
e)         Confrontar e sistematizar os conhecimentos que o aluno traz para a sala de aula (escola) com os conhecimentos já elaborados (científicos), visando a (re)construção desses conhecimentos;
f)        Proporcionar e potencializar o desenvolvimento do aluno das suas capacidades cognitivas, afetivas, emocionais, motoras, através do processo ensino-aprendizagem;
g)       Possibilitar situações educacionais de produção e socialização de conhecimentos para que o aluno sinta-se sujeito do processo de construção da cidadania;
h)         Proporcionar informações, conhecimentos para que os educandos tenham condições de conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio cultural, bem como aspectos sócio-culturais de outros povos, grupos e nações;
i)         Estabelecer relações sociais democráticas no processo ensino-aprendizagem, possibilitando uma ação social autônoma na relação e convivência cotidiana na escola e na sociedade.
j)         Demonstrar às crianças e jovens de que existem prazeres saudáveis e que estão ao alcance de todos, em alternativa ao consumo de produtos que levam à dependência;
k)       Oportunizar o debate e reflexões em torno dos fatores sociais, familiares e econômicos que influem no uso dessas drogas;
l)         Fortalecer as redes sociais para reduzir os fatores de risco que contribuem para o uso da droga.


2.3.             Justificativa


O projeto surgiu da necessidade de se falar abertamente sobre os perigos das drogas lícitas, especialmente o álcool, em nossa comunidade por adolescentes e jovens na mais tenra idade.
O uso de drogas lícitas é um fenômeno sociocultural complexo, o que significa dizer que sua presença em nossa sociedade não é simples. Não só existem variados tipos de drogas, mas também são diferentes os efeitos por elas produzidos e a adolescência-período marcado por mudanças e curiosidades sobre um mundo que existe alem da família – representa um momento especial no qual as drogas lícitas e de grande apelo comercial exerce forte atrativo.
Engana-se quem pensa que adolescentes aparentemente sem problemas nunca experimentaram drogas. Por isso é importante informar ao aluno sobre os malefícios do vicio e da dependência. Em nossa comunidade é muito comum os jovens ter contato com o álcool e isso é preocupante, pois pode ser a porta de entrada para o consumo de outras drogas, alem do que dentro da escola isso vem trazendo prejuízos, uma vez que o desenvolvimento desses alunos vem diminuindo.

                   Partindo desta premissa é de fundamental importância que os gestores escolares concebam a escola como local privilegiado para trabalhar a prevenção às drogas pela possibilidade de acesso aos jovens e pela natureza educacional de seu trabalho. Há de se ressaltar, ainda, que a gestão educacional mudou no decorrer do tempo e as escolas devem estar preparadas para as dificuldades sociais e com as transformações culturais.  As instituições educacionais devem se afastar de cânones inflexíveis e passar a ver estas questões como os alunos as percebem, adicionando as necessidades e a demanda que surge no cotidiano escolar às práticas preventivas.


2.4.             Fundamentação teórica



O crescente aumento do consumo de drogas pelos adolescentes é comprovação cotidiana dos estudos científicos. Segundo Paulo Knapp, embora o homem adulto faça uso de drogas desde seus primórdios, o abuso de drogas por adolescentes foi reconhecido como um problema sério somente no século XX, ao final dos anos 50, com os primeiros relatos do uso de solventes. Nos anos 60, com os movimentos jovens ganhando força, as substancias químicas, principalmente a maconha e os alucinógenos, começaram a fazer parte de seu mundo e, desde então, as drogas povoam parte do cenário internacional.
Com vistas a compreender essa realidade, pesquisadores vêm realizando estudos que evidenciam as razões pelas quais ocorre essa experimentação e o uso regular das substancias que causam dependência, principalmente nesse período da vida.
Neste contexto surge a preocupação com o abuso das drogas consideradas lícitas e que podem funcionar como porta de entrada para o consumo de drogas ilícitas. O consumo de álcool é encarado como um enorme desafio para a nossa sociedade, uma vez que por ser uma substância psicotrópica lícita, com uma grande aceitação social, grande parte da sociedade tende a entender como normal o seu consumo. Em nosso contexto escolar, percebemos que o uso do álcool encontra-se cada vez mais próximo de nossa juventude, muitas vezes atingindo-os na mais tenra idade. Tem sido comum encontrarmos adolescentes bebendo em rodinhas de amizade principalmente nos eventos festivos da cidade, muitas vezes faltando às aulas para fazer uso do álcool. E fazem isso com naturalidade e, de certa forma, até para demonstrar que cresceram e que são independentes.
A adolescência deve ser encarada como etapa crucial do processo de crescimento e desenvolvimento cuja marca registrada é a transformação, ligada aos aspectos físicos e psíquicos do ser humano, inserido nas mais diferentes culturas.
Enquanto a puberdade é parâmetro universal, repetindo-se de maneira muito semelhante para todos os indivíduos, a adolescência é praticamente única, singular para cada um, sofrendo inclusive influencias socioculturais, o que a faz ser vivenciada de maneira diferente até por indivíduos da mesma família.
Para Offer e Boxer (1995), trata-se de uma fase critica do curso da vida, merecedora de atenção e estudo, e já não apenas vista como uma transição entre a infância e a idade adulta.
Segundo Balaguer (2002) a adolescência, desde os primeiros estudos de G Stanley Hall, tem sido considerada como um estado de transição, caracterizado por profundas mudanças biológicas e psicológicas em que os jovens tomam uma série de decisões de conduta que irão afetar a sua saúde tanto a curto como a longo prazo.
 Atualmente vivemos numa sociedade onde os adolescentes tendem a adotar com facilidade hábitos de conduta menos sãos (fumar, beber álcool, tomar drogas, entre outros) que aliados ao sedentarismo precoce, colocam em causa a saúde da nossa juventude. Na busca da autonomia do adolescente é natural que certas atitudes sejam arriscadas. Cabe aos adultos não ameaçar ou amedrontar, mas esclarecer e ensinar a conquista da autonomia e da liberdade com a devida responsabilidade (Papalia et al., 2001).
Antunes (1988) refere “O adolescente que bebe tem probabilidade de vir a ter comportamentos desviantes e o consumo excessivo interfere com as fases normais do processo de desenvolvimento em curso”.
Marti (1996) afirma “A adolescência é o período em que as características do individuo favorecem em maior grau o inicio do consumo de drogas, e inclusive, a sua tendência para a dependência (...) o estimulo para beber cerveja pode partir do meio familiar (pais bebem regularmente) ou do social, em particular o grupo de amigos”.
 A família é o primeiro grupo de referencia na historia dos indivíduos. Famílias desestruturadas contribuem para o esgarçamento da personalidade, tornando as pessoas frágeis e vulneráveis, podendo assim favorecer a inserção do risco. A ausência do afeto impossibilita a introjeção do mesmo, criando um vazio a ser preenchido das mais diferentes maneiras.
O modelo familiar funciona também como fator de proteção, onde estão presentes o amor, o compromisso, o respeito, o diálogo e também os limites que devem ser colocados com autoridade e afeto e nunca com autoritarismo. È necessário que o maior ensinamento seja o uso da liberdade vinculado à responsabilidade.
No processo de construção do ser humano, outros grupos de referencia vão se tornando importante, destacando-se a escola dentro da proposta preventiva. Se a meta é informar, ou melhor, formar, a escola deveria ter clara ser essa a função precípua. Nesse espaço pedagógico, torna-se legal a discussão sobre sexualidade, drogas, violência, projeto de vida. Existem deveres e direitos das escolas e dos alunos. A acolhida do aluno usuário de drogas, quer seja lícitas ou ilícitas, deveria ser a proposta da escola. Quem deve ser expulsa é a droga e não o aluno por ela vitimizado, o mesmo se aplicando à adolescente grávida, tantas vezes estigmatizada pela escola. A pedagogia moderna está baseada na avaliação do erro como proposta legitima de busca do acerto. O acesso da escola às famílias, a possibilidade de trocas e orientações amplia extra-muros o seu papel educativo.
Entre as varias situações que os jovens têm de enfrentar destacamos o uso das drogas licitas, especialmente o consumo de bebida de álcool. Esse assunto é um problema causador de grande preocupação em nossa sociedade, pois hoje de forma abusiva, está presente em todas as classes sociais. Assim se faz necessário a organização de debates e questionamentos que ajudem a encontrar soluções atenuantes ou erradicadoras das causas desse problema. Acreditamos que com a prevenção e o conhecimento poderemos evitar o uso indevido e generalizado das drogas, quer sejam lícitas ou ilícitas.




2.5.             Metodologia de trabalho


É fundamental o papel desempenhado pela metodologia no desenvolvimento de um trabalho de investigação, pois quase sempre os resultados finais são condicionados pelo processo, o método e a forma como se obtiveram esses dados. Segundo Fortin (1999, p.131) a fase metodológica consiste em precisar como o fenômeno em estudo, será integrado num plano de trabalho que ditará as atividades condizentes à realização da investigação.
Na elaboração de um trabalho de pesquisa-ação é importante que os elementos metodológicos em estudo estejam em perfeita sintonia, possibilitando deste modo, uma maior e melhor adequação das decisões e dos procedimentos científicos.
Para Polit e Hungler (1995, p.17) o método cientifico constituí um instrumento extremamente poderoso que auxilia na compreensão do mundo em que vivemos e na solução de muitos problemas de ordem prática.
Este estudo tem por finalidade identificar fatores que estão relacionados com o consumo de álcool de alunos adolescentes do Colégio Estadual Luiz Viana Filho.
Atendendo à finalidade e a natureza especifica sobre a descoberta de relações que levam os adolescentes a tal consumo e a influência deste problema para o percurso educativo, optou-se por uma metodologia quantitativa, através de questionário de entrevista.
A amostra foi constituída de 50 alunos e 50 pais de alunos, que apresentam consumo de álcool ou estão em suspeita de consumo e ainda que não estejam dentro do padrão de rendimento escolar esperado. Há de se ressaltar que os questionários não possuíam identificação nominal, exatamente para evitar o constrangimento.
O método escolhido foi o não probabilístico que, para Fortin (1999, p.208), è um procedimento de seleção segundo o qual cada elemento da população não tem a mesma probabilidade de ser escolhido para formar a amostra. Essa escolha deveu-se ao fato da população alvo ser somente aquela que apresenta consumo de bebida de álcool ou suspeita de consumo.
Os itens versam questões como: frequência, data com que começaram a beber, influência da família, relação com os pais, violência domestica, influência da bebida no desempenho escolar entre outras.
Tabulados os dados, os resultados apontaram que as suspeitas estavam corretas, pois a grande maioria absoluta dos entrevistados consome bebida de álcool. Dessa forma torna-se pertinente a execução desse projeto de intervenção com o objetivo de minimizar ou até sanar tal problema.  
Quadro 5 – Ações a serem desenvolvidas na intervenção
Ação
Responsável (is)
Prazo
Recurso(s) necessário(s)
Como esta ação contribui para alcançar o objetivo da intervenção?
Estudo sobre o tema em apostilas, livros e internet com grupos de alunos e professores.
Professores
30 dias
Internet, xérox, livros, computador.
Com a ampliação do conhecimento dos alunos sobre as implicações do uso de álcool.
Reuniões com Conselho Tutelar, Fórum, Equipe Gestora, Ministério Publico.
Comunidade Escolar
60 dias
Membro Conselho Tutelar, Juiz, Promotor.
Participando das ações de conscientização e inibindo o comercio de bebidas para menores.
Palestras, seminários, debates com participação de autoridades religiosas, organismos governamentais, profissionais de saúde bem como de pessoas que foram dependentes e conseguiram se restabelecer.
Comunidade Escolar
90 dias
Representantes dos Alcoólatras Anônimos, Psicólogos, Médicos, Ex-viciados, Psiquiatras, autoridades religiosas.
Conscientização e informação dos perigos do uso de bebida de álcool para a saúde física e mental.
Reunião de Pais e Mestres
Direção
60 dias
Sala de vídeo, microfone, Data show, computador.
Orientar os pais para que os mesmo se tornem parceiros da escola para a solução do problema.
Caminhada de alerta envolvendo a comunidade escolar e outras instituições alertando para a prevenção e o combate ao uso de álcool.
Comunidade escolar
60 dias
Carro de som, faixas alusivas, cartazes.
Mobilização da comunidade no sentido de alertá-la para a prevenção e combate ao alcoolismo.
Momento esportivo e cultural apresentando o lazer e o esporte como uma forma de prevenção contra o consumo de álcool.
Comunidade escolar
45 dias
Quadra esportiva.
Demonstrar que a prática de esporte requer boa saúde e que o lazer proporciona melhores momentos pessoais e sociais.
Cinema – Filmes que abordem a dependência de bebida de álcool.
Comunidade escolar
60 dias
Data show, dvd’s, som.
Chamar a atenção através do filmes que o álcool é prejudicial para a vida estudantil e social.
Divulgação na radio comunitária de chamadas alusivas do perigo do consumo de álcool.
Direção
120dias
Radio comunitária
Atingir o maior número possível de munícipes divulgando as ações preventivas contra o abuso de bebida de álcool.


Colaboradores:
Corpo docente, Corpo discente, Funcionários, Comunidade do entorno, Igreja Católica, Assembléia de Deus, Igreja Batista, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Saúde, Prefeitura Municipal de Nova Itarana, Profissionais da Saúde de Nova Itarana,Polícia Militar, Conselho Tutelar,  Direc 29 e Secretaria de Transportes.


quinta-feira, setembro 30

Todos contra Dengue 2010


Mais uma vez  a comunidade de Nova Itarana sai na frente. O Colégio Estadual Luiz Viana Filho em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde  realizou uma grande caminhada “Todos contra a Dengue”, no dia 30/09/2010, onde os alunos exercitaram sua cidadania. Educação e saúde, parceria que vem dando resultados em Nova Itarana.






Dengue


Definição de Caso Suspeito de Dengue
“Paciente com febre de duração máxima de sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sinais/sintomas: cefaléia, dor retro orbitaria, mialgia, artralgia, prostração e exantema, e que tenha estado em áreas de transmissão de dengue ou com presença de Aedes aegypti nos últimos 15 dias”.
Caso de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD)

A HISTÓRIA DA DENGUE
A doença no mundo:

A dengue não é uma doença nova, ela já vem sendo combatida no mundo desde o final do século XVIII, tendo seus primeiros casos conhecidos no Sudoeste Asiático, em Java, e nos Estados Unidos, na Filadélfia. Entretanto, apenas no século XX a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reconheceu como doença.

O termo "dengue" vem do espanhol e que dizer "melindre", "manha". A palavra se refere ao estado de moleza e cansaço em que fica a pessoa contaminada pelo mosquito. A transmissão da doença ocorre pela picada do Aedes aegypti infectado, uma espécie de mosquito de origem africana que chegou ao continente americano na época da colonização.

Os casos de febre hemorrágica começaram a aparecer na década de 50, nas Filipinas e na Tailândia. Nos anos 60, as Américas começaram a sofrer mais com a doença.

O Aedes aegypti no Brasil
Muito provavelmente, o Aedes aegypti chegou ao Brasil através dos navios negreiros. Após o trabalho de erradicação da febre amarela realizada no início do século passado, o Aedes aegypti chegou a ser dado como erradicado durante a Era Vargas, inclusive tendo sido concedidos ao Brasil certificados de observadores estrangeiros constatando que o país estava livre desta "praga".

Mas a erradicação não durou muito. Com o processo de industrialização e urbanização acelerada do país durante os anos 40 e 50, surgiram novos criadouros para os mosquitos como, por exemplo, pneus e ferros velhos, disseminados pela indústria automobilística. Então, em 1967, o Aedes aegypti foi detectado em Belém (provavelmente trazido em pneus contrabandeados do Caribe). Em 1974, o mosquito já infestava Salvador, chegando ao Estado do Rio de Janeiro no final da década de 70.

 

MITOS E ERROS SOBRE A DOENÇA


 A DENGUE NÃO TEM TRATAMENTO - MENTIRA!

Esta é uma afirmativa que é tantas vezes repetida (inclusive em publicações internacionais) que muita gente pensa realmente que é verdade. Embora não exista antiviral capaz de reduzir a presença do vírus no sangue ou bloquear os mecanismos fisiopatológicos que conduzem ao choque e às hemorragias, isso não significa que a doença não possa ser combatida.

A falta do antiviral pode ser compensada pela aplicação de um conjunto de conhecimentos que classificam o paciente de acordo com seus sintomas e a fase da doença, permitindo assim reconhecer precocemente os sinais de alerta, iniciando a tempo o tratamento adequado.

2 - AS FORMAS GRAVES DA DENGUE SÓ OCORREM EM PACIENTES DE CLASSE SOCIAL MENOS FAVORECIDA - MENTIRA!
 Este mito pode ser muito perigoso. A dengue não escolhe suas vítimas por classes socais. Todos os países que lutam contra a doença registraram casos graves, até mesmo fatais, em médicos, políticos, empresários, artistas, jornalista e outros. Isso demonstra que a preocupação com o combate ao mosquito deve ser de toda a sociedade.

3 - PACIENTES COM DENGUE TIPO CLÁSSICO NÃO TÊM COMPLICAÇÕES - MENTIRA!




Não é apenas a dengue do tipo hemorrágico que pode causar complicações aos pacientes. À dengue clássica também podem se juntar (até mesmo com certa freqüência) alterações das funções hepáticas, miocardite, e outras cardiopatias, assim como problemas neurológicos, resultados do comprometimento do sistema nervoso central.

Durante uma epidemia qualquer um com suspeita da doença deve buscar orientação médica e ficar em observação durante o período febril até, pelo menos, 48 horas depois.

4 – NÃO HÁ NECESSIDADE DE VIGIAR OS SINAIS DA DENGUE APÓS O PERÍODO FEBRIL - MENTIRA!

É um erro pensar que as complicações da dengue surgem durante o pico da febre. Na verdade o período crítico coincide com a baixa da febre, quando pode ser constatada a hemoconcentração, com o surgimento dos derrames cavitários resultantes do extravasamento plasmático, com graves conseqüências clínicas. Posteriormente podem aparecer hipotensão arterial, baixo débito cardíaco, taquicardia, pulso fino e rápido, cianose periférica e choque. Isso pode ser evitado, caso o doente fique em observação clínica, especialmente no período após a queda da febre.5 – A PREVENÇÃO À DENGUE DEVE SER FEITA APENAS:- Na erradicação de focos do mosquito
- No tratamento aos pacientes com a dengue do tipo clássico
MENTIRA!
O trabalho de combate à dengue é muito mais extenso e pede a participação de toda a sociedade. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta, que durante as epidemias, o trabalho dos postos de saúde informando os pacientes e seus familiares sobre hidratação oral, medicamentos proibidos e, principalmente, sobre como identificar os sinais de alerta indicativos do agravamento da doença, são de grande importância para conter os surtos.

O trabalho dos médicos em postos de saúde permite também identificar precocemente casos que poderiam evoluir para formas mais graves da doença. O diagnóstico e o tratamento precoces podem salvar vidas.

6 -
PARA EVITAR A MORTE POR DENGUE É NECESSÁRIA TRANSFUSÃO DE SANGUE EM ABUNDÂNCIA - MENTIRA!Se os sintomas da doença forem tratados precocemente e de maneira adequada, serão poucos os casos de hemorragia da dengue que necessitarão de transfusão de concentrado de hemácias ou sangue total. Com relação às plaquetas, o vírus da dengue produz anticorpos contra as mesmas, de modo que a transfusão, em teoria, é inútil, já que as plaquetas transfundidas serão destruídas. Entretanto, quando há menos de 50 000 plaquetas/m3 de sangue e presença de sangramento, a transfusão de concentrado de plaquetas está indicada.

                              


7 - PARA EVITAR A MORTE POR DENGUE SÃO NECESSÁRIOS RECURSOS MÉDICOS AVANÇADOS - MENTIRA!Na maior parte dos casos, o acesso a recursos médicos avançados é dispensável. O que é preciso mesmo é um serviço de saúde organizado e atuante, pessoas preparadas, condições mínimas de hidratação oral e venosa, comunicação eficiente, etc.

Somente nas formas mais graves, poderão ser necessários exames de tomografia computadorizada, ultra-sonografia, técnicas de isolamento viral e outras tecnologias que, talvez atualmente, devam ser consideradas mais como recursos de rotina do que como recursos avançados.


FOTOS



             

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sábado, setembro 4

III FACE - Festival Anual da Canção Estudantil


4ª Colocada em Nova Itarana
Vencedores de Nova Itarana
2° Colocado do Face em Nova Itarana
PROJETO FACE


A iniciativa da Secretaria Estadual de Educação (SEC) em promover o face “ Festival da Canção Estudantil” tem animado os alunos pelo 3ª ano consecutivo na produção de canções.

Foram dezenas de produções musicais que passaram pelas vistas cuidadosamente dos professores, que classificaram para o grande Sarau do CELVF.

Este ano tivemos como vencedores as alunas Tânia Lays e Elielma ambas alunas do ensino médio, com a canção “ Vem ver a Bahia”, que foi a disputar a grande final em Amargosa, onde novamente demos show em agitação.

O Colégio levou 260 alunos para abrilhantar a festa em Amargosa. Diversão e aprendizagem, onde até a alimentação o colégio providenciou. Nossas cantoras foram maravilhosas e nossos bailarinos perfeitos em vestes e coreografia. Nossa escola deu show de organização e os alunos de alegria, ordem e participação.

Adicionar legenda
Dirceu e Laís.
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Jurados em Nova Itarana- Prof. Jacione, Prof. Renivaldo, Pe. Cosme, Prof. Elcimeire e Prof. Rosalina

A música popular é, reconhecidamente, o mais brilhante patrimônio cultural do povo brasileiro. Por meio da música, expressamos a diversidade de nossas origens, as nossas ideias e os nossos ideais. Portanto, o Brasil é tratado pelos especialistas como o celeiro musical planetário e, dificilmente, se pode encontrar uma nação com tanta riqueza de ritmos. A música é, definitivamente, uma das formas de exprimirmos a grandeza da nossa alma brasileira e baiana.

Professores:  Allan Cabral e Valdécio
Valeu turma, ano que vem tem mais.
 III FACE em Nova Itarana

Rafael, 3° colocado em Nova Itarana.

Láis, Dirceu e Elielma
Laís

Dançarinos nota 10.
Orgulho de Nova Itarana
Elielma
Nossos artístas
Bruno e Laís
Júnior e Laís
Elielma e Laís
Amargosa
Música


Composição: Tânia Lays e Elielma


VEM VER A BAHIA



Vem ver,
Vem ver,
A cultura que a Bahia mostra pra você.

Vem ver,
Pra crer,
Que a Bahia é um estado lindo de se vê.






A todo mês,

A toda estação,

Boto a mão no peito

E canto essa canção.

Canto sempre o hino,

Da nossa nação,

É Brasil no peito,

Bahia no coração.


[...]


Tem muito forró,

Tem muito axé,

Temos alegria e samba no pé.

Aqui ninguém fica só,

Aqui tem muita fé,

Amargosa
Vamos, bola pra frente,

Seja o que Deus quiser.


[...]

Apresentação perfeita.
Pró Jucivalda e Laís
Júnior, Elielma, Carol, Rosa Marina, Carolzinha, Laís e Bruno
Apresentação em amargosa
Laís, perfeita!
260 alunos com camisa do FACE, feitas pelo colégio e de graça só aqui.
Camisa feita para o FACE e o Tal
Exclusiva do Luiz Viana Filho
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Alunosas do Luiz Viana Filho em Amargosa
Adicionar legenda



Nos anos 60, 70 e 80, festivais de música mobilizaram, especialmente, a classe estudantil brasileira e se tornaram um marco no despertar da consciência política e social do país. Os grandes talentos da música do Brasil e da Bahia que foram revelados nestes festivais e que até hoje são referência e servem de inspiração para a nossa juventude, contribuíram não só com arte, mas tiveram participação significativa no processo de conscientização nacional sobre a ausência do Estado de Direito.



Com o Festival Anual da Canção Estudantil (Face), a Secretaria da Educação do Estado da Bahia, além de reviver os antigos festivais que movimentaram o Brasil décadas atrás, revela o caráter educativo da música e a relevância dos contextos escolares no desenvolvimento artístico dos jovens estudantes das escolas públicas estaduais da Bahia.

O Face, que tem como princípio valorizar as raízes da cultura brasileira, é um dos meios que a Secretaria da Educação da Bahia, entendendo a “cultura como a grande matriz do conhecimento”, encontrou para assegurar o direito à arte e à aprendizagem dos saberes artísticos.

A Secretaria da Educação da Bahia compreende que educar através das linguagens artísticas é a melhor forma de comunicação com a juventude. Desconstruindo o modelo rígido de ensino e de aprendizagem, pretende-se fomentar a criação e a autonomia na produção de saberes e instituir um ambiente cultural ativo nas escolas, envolvendo os estudantes num clima de participação e de alegria, no qual a música é o elo entre os estudantes, as escolas e a sociedade baiana.

Objetivos

- Desenvolver a produção musical e outras linguagens artísticas nos contextos escolares, contribuindo para a autoria estudantil e para romper com a rigidez do modelo de ensino e de aprendizagem ainda presentes na educação.

- Explorar o potencial educativo da música, estimulando o desenvolvimento da musicalidade brasileira no ambiente escolar e valorizando as expressões culturais regionais.

- Fomentar o desenvolvimento da arte na escola, a produção de saberes artísticos, criando espaço e estímulo para a expressão de talentos entre a juventude estudantil.

- Criar elos entre a Secretaria da Educação do Estado da Bahia, as Diretorias Regionais de Educação e as unidades escolares, através de uma relação pautada na produção artística e na mobilização da comunidade escolar.

- Promover um ambiente educacional prazeroso, no qual a cultura, a arte e a educação se expressem, contribuindo para transformar a escola em um ambiente vivo e significante para os jovens.

- Interagir com a juventude através das linguagens artísticas e chegar mais perto de seu universo, promovendo valores essenciais para a motivação do viver.

- Desenvolver, a partir da música, outras linguagens, possibilitando a elaboração de ideias e emoções de maneira sensível, imaginativa e estética.

Visite o site do Face